Nós, que gostamos de escrever, somos egoístas, dizemos tudo aquilo no papel o que não temos coragem de dizer em voz alta.
Somos cobardes, escrever é isso mesmo, uma cobardia. Cobardia a minha que por trás das palavras pareço forte e confiante, mas sou eu que me mascaro por detrás de todas estas palavras.
Nada do que pareço ser eu sou. Eu não sou nada do que digo nem nada do que vêem.
Sou apenas e só o que não sou e apenas e só o que vocês não sabem.
Ouço de tudo e faço ouvidos de mercador quando me convém. Mas nada me convém, por isso ouço tudo o que me dizem. Não gosto de ninguém, apenas gosto de mim, só eu importo e todos os outros para mim são nada.
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