domingo, 15 de maio de 2011

Poesia

Eu tento escrever uns versos
umas linhas de poesia
e devagar ir entrando
nessa tua alma fria

Escrevo à tarde e à noite
chego a escrever de manhã
não chores mais minha querida
não chores mais minha irmã

E cada frase é um verso
cada soneto é um hino
cada hino é poesia
não quero ser controverso
mas devagar já entrei
nessa tua alma fria

E quando tentei escrever
para a minha pobre amada
encontrei-me a escrever
à porta da embaixada

Já eram altas horas
e eu escrevendo para a amada
olhei para o relógio
eram quatro da madrugada

Mas eu nem cheguei a pensar
pensar parar de escrever
e agora minha amada
pago para te entender

E da minha casa à tua
vejo-te da luneta
e depois escrevo aqui
com a minha velha caneta.

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