Dou por mim, em frente à janela a contemplar o jardim. O vento sopra suave, os galhos balançam, as folhas dançam ao sabor daquele abanar. A relva verde curta, um gato rebolando-se nela. Casas amarelas por trás mostram habitats. Olho para cima, vejo o céu. O azul do paraíso, e penso 'é ali o meu futuro lar'. Sonharei comigo, a viver em cima de uma nuvem, vizinho de Vénus (ela deve-me receber bem...eu sou lusitano), quem sabe sobrinho de Zeus. Reparando melhor, o céu neste dia, até nem contém muita condensação. O que farei eu à minha casa nos dias em que o céu estiver limpo? Irei viver para o sol? Seria perigoso, poderia estar a brincar com o fogo, mas então, levaria Afrodite comigo. Não poderia levar muita coisa comigo, ali seria livre e selvagem. Talvez levasse o gato que rebola no jardim, fazendo-o sentir a sensação de se perder numa nuvem.
O azul do céu
Paraíso inalcansável
Mas nesse paraíso
Todo o ser é estável.

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