terça-feira, 15 de novembro de 2011

- 1 palavra escrita na testa.

Um dia voltarei a ser assim...feliz!


Aquela palavra é dita vezes demais e nunca diz nada.
Depois de toda a bonança, eis que aparece a tempestade. Será que vim ao Mundo com a missão de estar sempre a amar e a desaprender a amar?, será que vim ao Mundo para ser castigado pelo que, porventura, fiz noutros tempos?...
Se eu me deitasse no novo mundo que fabriquei, será que te deitarias comigo?
19 de Junho de 1998. A data que marcou a pessoa que hoje sou. Talvez nesse dia se começou a construir um novo João Paulo. Começando logo na primeira hora, a mutação de Guedes Dias para Loureiro Maio.
Depois dessa transformação, e agora, sempre que olho para trás, parece que vejo o filme da minha curta vida em grande velocidade, de trás para a frente, de frente para trás. Desde o dia em que tive o meu primeiro carro de brincar, até ao dia em que me tornei mais responsável e auto-didacta, do dia em que soube a importância de ser responsável até ao preciso dia de hoje. Porto a cidade que me viu nascer, Póvoa a cidade que me deu berço. Mas esta pequena grande cidade está a ficar demasiado pequena para a minha mentalidade. A necessidade de amar alguém, alguém a quem eu possa dizer realmente "amo-te" sem ter de pensar na distância que me separa dessa pessoa. A forma como fui puxado da desgraça à estabilidade em termos familiares emociona-me. E por isso, sinto-me muitas vezes fraco mentalmente. Aliado ao peso que é agradecer aos meus PAIS por me terem querido, está também o facto de ter crescido e ter feito escolhas que os desiludiram. Desculpa mundo, por eu ser assim, difícil de ser e compreender, de ser um ser humano de difícil estudo. Mutante, travestido de poder, confiança e bem saber. "Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei".
E tudo o que sou, tudo o que sempre fui e serei, está nos teus perfeitos olhos e eles são tudo o que eu consigo ver. Adeus Universo, despeço-me de mim, afogado no imperfeito e feliz à minha maneira.

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