quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Utopia

Entro numa sala vazia,
entro e logo me cego.
- Que claridade - penso.
Não consigo ver nada,
só luz branca à minha volta,
aproximo-me mais sem saber para onde caminho.

De um momento para o outro,
reparo num banquinho preto
mesmo no centro da sala.
- Ainda bem que não sou claustrofóbico - desabafei.
Nem uma janela, nem uma abertura para respirar...

Sento-me uns segundos no banquinho, olho à volta...
só vejo branco...
Do nada, ao rodar a cabeça para o meu lado esquerdo,
reparo que há uma pequena brecha na parede.

Aproximo-me e passo a mão pela abertura...
De repente, ao tapar a brecha, toda a sala escurece,
continuo sem ver nada, mas ao menos,
os meus olhos descansam.

Caminho de novo para o velho banco,
no centro do salão (já com a sala novamente esbranquiçada),
E penso...
"Quando estamos na escuridão, há sempre uma brecha que ilumina a nossa vida."

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