segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paixão

Às onze e meia saiu para a rua, com o seu fato domingueiro, dormindo a aldeia, brilhando a lua num céu de estrelas conselheiro. Coração quente, timidamente, à sua porta então chamou e abriu-se a janela e só pr'a ela triste cantou. Versos de amor, lindos esses versos de amor, que fizera em segredo, a sonhar quase a medo um viver tentador, a sua vida por uns versos de amor, lindos esses versos de amor. Na mais terna amargura, o silêncio murmura uma história de amor. A noite imensa, foi mais rainha, quando uma lágrima caiu, na recompensa, o amor que tinha, ela também chorou, sorriu. Foi tão bonito, tinham-lhe dito que amar às vezes faz doer, mas a dor que sentia, não lhe doía...dava prazer. Versos de amor, lindos esses versos de amor, que fizera em segredo, a sonhar quase a medo um viver tentador. Versos de amor, lindos esses versos de amor, na mais terna amargura o silêncio murmura uma história de amor.
A vida agarrada ao amor
Livre de qualquer vergonha
livre de qualquer pudor

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