Quando tudo parece bem nós questionamo-nos se era mesmo assim que devia estar, mas quando tudo está mal, nós suplicamos pelo bem. Sempre que tenho uma certeza, em menos de dias a certeza dissipa-se, como se de uma nuvem se tratasse. Quando quero muito alguma coisa, aparece sempre uma imagem que me faz não a querer tanto. Isto acontece, mas não nos filmes, eu queria-te muito, depois já não queria assim tanto, a seguir apareceu um cavaleiro que fez com que eu o quisesse, mas agora, o cavaleiro está no meio do nevoeiro e eu já não o vejo tão bem (qual D. Sebastião?) e a ti vejo-te bem. Basta uma palavra reconfortante, uma beleza no teu traçado rosto, para eu me apaixonar outra vez, basta-me ouvir a tua voz dirigida a mim...Quando o amor me invade as veias, faz com que o sangue não me corra nelas, por lá passa o amor, «sempre devastador, autêntico, incrível, sincero e sensível». O chamado amor deriva de demasiadas coisas, mas na minha cabeça só deriva de ti. Se eu algum dia tiver a ideia de escrever um romance, a minha vida seria um livro chamado "(Des)Amores" e tu estarias lá, tu e muitos quantos. Quantos? Quantas paixões verdadeiras já tive? Zero. Mas quem diz que se tu estivesses a meu lado, a paixão frouxa não se teria tornado num mar de sede, de paixão e de afectos? Ninguém responde a isso, apenas e só o tempo, mas não há tempo. Os relógios que eu tenho nas paredes, no pulso, esses exercem um tic-tac demasiado rápido e eu não me consigo antecipar a eles. Basta um olhar, um sorriso, basta um gesto. Chegarei a ti como um Maomé que não desistiu de chegar à montanha. E depois disso, o amor voltará a ser «devastador, autêntico, incrível, sincero e sensível»!

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