- um ano e tantos problemas. a vida mudou, deu várias voltas e fez várias cambalhotas.
o tempo correu como um atleta numa final. envolto em teias de aranha, revolto sangue.
de cabeça perdida já não quero continuar a viver, mas também sinto que tenho muito para dar.
tropeço e não me levanto. fui levado ao chão como um idoso que não consegue andar. estou subjugado à minha réstia de significância. fui desvendado.
e um coração gelado é um coração sem vida - aperto a respiração, sem forças para me levantar do chão rastejo aos pés de quem me mordeu os calcanhares.

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