terça-feira, 17 de maio de 2011

Vago

Se viesses comigo, estendendo-me a mão, pedindo-me que te amasse? Serias a única pessoa no mundo de quem aceitaria ordens. Vamos colocar toda a dor invicta no horizonte, tornando-o experiente, pode ser que assim, um dia ele nos devolva a esperança. Na praia, sento-me na areia, ouço as ondas esbater na areia, sinto o rastilho de cinza que se vai desfazendo do cigarro. Penso, em ti, em tudo, em nada. Penso expontaneamente, sem me preocupar com o que estou a pensar. Lembro o passado, vivo o presente, invento o futuro. Quero ser alguém, só eu. Penso no verão, no inverno. Contrastes. Preto no branco. Apunhalado que me sinto, mas a renascer. Puxo o fumo pra dentro de mim, dá voltas a minha cabeça, como se sozinha fosse adormecer, mas nunca deixando de pensar. Coisas, não são mais do que coisas o que deixaste em mim, certo dia. Noutro certo dia, se te vir na rua, não sei o que farei. Talvez tenha de fingir que não te conheço. Quem me dera, poder voltar atrás, fazer tudo de novo, mas desta vez, acertadamente. Assim vagueio, pelo pensamente cada vez mais vago.

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